Tecnologia

Pagamentos recorrentes e dados: como garantir segurança e privacidade

9 de janeiro de 2026

Muitos negócios com receitas recorrentes enfrentam dificuldades para garantir a segurança e a privacidade de seus consumidores no momento do pagamento. Em outubro de 2016, por exemplo, a Uber sofreu com violações de informações relacionadas às contas de passageiros e motoristas, incluindo nomes, endereços de e-mail e números de telefone. Esses problemas ocorrem porque o modelo envolve o processamento contínuo de dados sensíveis que exigem medidas rigorosas para evitar fraudes e vazamentos de dados.

Para garantir a segurança e a privacidade dos dados dos clientes neste cenário, é necessária a integração de tecnologias como tokenização, criptografia e autenticação multifator, sempre alinhadas às regulamentações globais e locais, a fim de minimizar riscos como fraudes e exposição indevida de dados.

Neste artigo, vamos apresentar a importância da proteção de dados no setor financeiro, como funcionam os padrões de segurança, quais são as principais ameaças em cobranças online, as boas práticas de segurança para empresas e clientes, e como a Cyclopay protege transações e dados sensíveis.

A importância da proteção de dados no ambiente financeiro

No setor financeiro, a proteção de dados é um elemento fundamental para o funcionamento seguro das operações. Essa área lida diariamente com um grande volume de informações sensíveis, como números de cartões, CPF e históricos de pagamentos, que exigem cuidados específicos para evitar acessos não autorizados e usos indevidos.

Quando essas informações são devidamente protegidas, as empresas conseguem cumprir exigências regulatórias, reduzir riscos operacionais e manter a confiança dos clientes. Por outro lado, a ausência de medidas adequadas de segurança pode resultar em vazamentos de dados e fraudes, expondo as organizações a multas e ações judiciais, além de colocar os consumidores em risco de roubo de identidade e perdas financeiras.

Como funcionam os padrões de segurança (PCI DSS e LGPD)

Os padrões de segurança estabelecem estruturas de referência essenciais para a proteção de dados em pagamentos recorrentes. Eles definem diretrizes, requisitos técnicos e boas práticas que orientam empresas na forma correta de coletar, processar, armazenar e transmitir informações sensíveis ao longo de todo o ciclo de cobrança.

PCI DSS

O PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard) é um conjunto de normas de segurança de dados para proteção das informações de titulares de cartões. Ele organiza 12 requisitos em 6 objetivos principais, que orientam a proteção de dados em pagamentos recorrentes. Esses objetivos incluem manter uma rede segura, proteger os dados dos titulares, utilizar programas antivírus, fortalecer os controles de acesso, monitorar redes e adotar políticas de segurança. A certificação pode ocorrer por meio de autoavaliação ou auditorias realizadas por especialistas, com níveis definidos de acordo com o volume anual de transações, e deve ser renovada anualmente, com a entrega de relatórios e a realização periódica de varreduras de vulnerabilidades.

Entre os requisitos, destacam-se a criação de uma rede segura, com o uso de firewalls para separar redes internas e externas, e a substituição de senhas padrão por credenciais mais fortes, aplicadas a sistemas e dispositivos de pagamento. Também é fundamental proteger os dados armazenados, limitando-os ao estritamente necessário e utilizando recursos como criptografia e tokenização para reduzir o risco de exposição de informações sensíveis.

LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados define regras claras para o uso de dados pessoais no Brasil. Ela se baseia em 10 princípios, como finalidade e transparência, e é fiscalizada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A lei exige consentimento específico para o uso de dados em assinaturas e garante direitos aos titulares, como acessar e corrigir suas informações. Em situações de maior risco, também pode ser necessária uma análise dos impactos do tratamento de dados.

Ela estabelece que os dados pessoais devem ser coletados apenas para finalidades claras e legítimas e devem ser revisados periodicamente para a exclusão do que não for mais necessário, sob risco de multas em caso de descumprimento. Além disso, a lei exige transparência no uso das informações, com comunicação simples ao cliente, possibilidade de concessão ou retirada do consentimento e notificação à autoridade e aos titulares em até 72 horas em caso de incidentes de segurança.

Dessa forma, a LGPD exige cuidados com a segurança dos dados e a responsabilidade das empresas. Isso inclui adotar medidas de proteção adequadas, indicar um responsável pelo tema e manter registros sobre o uso das informações.

Ao seguir esses padrões, as empresas reduzem significativamente os riscos de fraudes, vazamentos de dados e falhas operacionais, além de demonstrarem conformidade com normas regulatórias nacionais e internacionais. Além disso, tais estruturas não apenas fortalecem a proteção das transações, mas também contribuem para a confiança dos clientes e para a sustentabilidade dos negócios que operam com modelos de receita recorrente.

Principais ameaças em cobranças online

As cobranças online estão presentes em diversos serviços do dia a dia, especialmente em modelos de assinatura e pagamentos recorrentes. Por envolverem transações frequentes e o uso contínuo de dados sensíveis, esses pagamentos acabam sendo alvos comuns de fraudes e outros tipos de ataques, o que pode gerar prejuízos tanto para as empresas quanto para os clientes. Algumas das principais ameaças nesse tipo de cobrança envolvem:

  • Mensagens falsas por e-mail ou SMS: golpistas fingem ser a empresa para pegar dados do cartão durante renovações automáticas;
  • Criação de urgência: avisos como “pagamento falhou” levam as pessoas a clicar em links perigosos e revelar informações sensíveis;
  • Programas que roubam digitação: programas maliciosos instalados capturam dados do cartão enquanto você aprova cobranças repetidas;
  • Bloqueio de computadores: vírus travam os sistemas de cobrança e pedem dinheiro para liberar os dados;
  • Captura em redes Wi-Fi públicas: criminosos interceptam dados em redes abertas ou com baixa segurança durante a efetuação de pagamentos;
  • Ataque para derrubar o site: sobrecarregam os servidores, impedindo cobranças e causando perda de clientes;
  • Teste de senhas antigas: programas tentam senhas roubadas em outros sites para cobrar sem permissão;
  • Falhas em ligações entre sistemas: portas de entrada com segurança fraca permitem roubo de dados de consumidores;
  • Guardar dados completos: sem proteção especial, um vazamento expõe tudo de uma vez.

Compreender quais são as principais ameaças nesse tipo de cobrança é um passo importante para a prevenção. Ao conhecer os riscos, torna-se mais fácil adotar medidas simples e eficazes de segurança, reduzindo perdas financeiras e aumentando a confiança no uso de serviços digitais.

Boas práticas de segurança para empresas e clientes

Existem práticas que ajudam a tornar as cobranças recorrentes mais seguras, protegendo tanto as empresas quanto os clientes. Em pagamentos virtuais, adotar cuidados específicos é essencial para reduzir riscos de golpes, fraudes e perdas financeiras, além de garantir uma experiência mais confiável ao longo do tempo.

Para empresas

  • Use substituição de dados sensíveis: troque números de cartão por códigos seguros, os chamados tokens, para cobrar sem guardar informações reais;
  • Adote verificação dupla: solicite uma senha extra ou um código no celular para aprovar cada cobrança importante;
  • Monitore tudo em tempo real: ferramentas alertam sobre atividades estranhas, como compras de locais diferentes;
  • Atualize os sistemas regularmente: atualize softwares e antivírus automaticamente, configurando firewalls para bloquear acessos indesejados e criptografar todos os dados em trânsito;
  • Mantenha a conformidade com os padrões de segurança: seguir os padrões como o PCI DSS e a LGPD garante maior segurança e credibilidade.

Para clientes

  • Evite redes de Wi-Fi públicas: use dados móveis ou proteção extra para não expor dados do cartão;
  • Ative a confirmação em dois passos: solicite uma verificação extra, além da senha;
  • Confirme que o site é seguro antes de efetuar compras: busque por informações que garantam a segurança da transação, como selos de certificação, evitando links suspeitos;
  • Mude as senhas com frequência: crie senhas únicas para cada serviço e use um gerenciador de assinaturas;
  • Acompanhe extratos bancários: confira com regularidade cobranças e débitos no extrato.

Ao aplicar essas boas práticas, a segurança vai além da prevenção de ameaças. As empresas demonstram cuidado e responsabilidade no uso dos dados, cumprem as exigências das leis de proteção de dados e fortalecem a confiança dos clientes. Ao mesmo tempo, os consumidores passam a atuar de forma mais consciente, identificando possíveis irregularidades com mais rapidez e reduzindo os riscos de prejuízos, o que contribui para relações mais seguras e duradouras.

Como a Cyclopay protege transações e informações sensíveis

A Cyclopay protege transações e dados sensíveis com medidas simples e confiáveis, ideais para pagamentos recorrentes. A empresa possui certificação PCI DSS em nível elevado, obtida por meio de auditorias rigorosas, que garantem a proteção dos dados de cartões por meio de criptografia e sem o armazenamento de informações completas. Além disso, atua em conformidade com a LGPD, assegurando consentimento claro dos clientes e o tratamento adequado de dados pessoais, como CPF e e-mails.

Na prática, a Cyclopay substitui os números de cartão por códigos seguros, chamados tokens, que funcionam como identificadores protegidos usados no lugar dos dados reais. Dessa forma, é possível realizar cobranças de assinaturas sem expor informações sensíveis. Todas as informações são criptografadas durante o envio e o armazenamento, o que impede acessos indevidos. A plataforma também utiliza verificações extras no pagamento, como códigos enviados ao celular do cliente, para confirmar cobranças e evitar fraudes.

Os sistemas monitoram as transações em tempo real, identificando comportamentos suspeitos e bloqueando rapidamente tentativas fraudulentas. Por fazer parte do grupo Lyra, a Cyclopay utiliza servidores redundantes e protegidos em nuvem, garantindo a continuidade do serviço mesmo em situações de falhas técnicas ou ataques. Com isso, empresas e clientes contam com mais segurança, estabilidade e confiança no uso de pagamentos recorrentes.

Conclusão

A segurança em cobranças recorrentes é um fator essencial para a sustentabilidade dos negócios digitais e para a proteção dos clientes. Assim, entender os riscos, seguir padrões de segurança e adotar boas práticas reduz significativamente a exposição a fraudes, vazamentos de dados e prejuízos financeiros, além de fortalecer a confiança nas transações online.

Nesse contexto, soluções como a Cyclopay mostram como a tecnologia pode simplificar a segurança sem comprometer a experiência do usuário. Com certificações reconhecidas, conformidade com a LGPD, uso de tokenização, criptografia e monitoramento constante, a plataforma protege dados sensíveis e garante a continuidade das operações.

Garanta segurança e confiança em cada pagamento com a Cyclopay.


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